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FORMAÇÃO - Universidades Renovadas
 
 
07
Jul
Ninguém vai para o Céu Sozinho
Ninguém vai para o Céu SozinhoUm orientador de Iniciação Científica que tive na graduação tinha a mania de provocar os alunos católicos dele; um dia ele me disse: “Eu não quero ir para o céu, todos os meus amigos estão no inferno, o que é que eu vou fazer no céu se eu não conheço ninguém por lá?”. Na hora que eu ouvi isto provavelmente pensei no livre-arbítrio dele e que isto era, dentre as várias possibilidades que ele tinha, a que ele havia escolhido. Com o tempo, fui refletindo mais sobre este pensamento do meu professor. Realmente, é muito triste, humanamente falando, a expectativa de viver a eternidade sem ver as pessoas que nos são importantes, mas é infantil achar que a conversão e salvação destas pessoas dependem apenas do esforço delas, cada um de nos temos um papel fundamental neste processo.

O carcereiro que tomava conta de São Paulo na prisão perguntou a ele o que deveria fazer para ser salvo, e ele respondeu: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família.” (At 16, 31). Deus nos escolheu para viver em nossa especifica situação familiar, social, acadêmica e profissional não por um acaso, mas por ter um chamado a cada um dos filhos dEle, o chamado de ser testemunha dEle em sua particular realidade, para que assim a Sua mensagem esteja presente em todas realidades. A esperança de viver para sempre junto de Deus nos céus é a força que nos move a fazer com que todas as pessoas vivam essa realidade conosco.

Eu concordo que pode ser chato, maçante e ineficiente falar várias vezes de Deus para um colega, amigo ou parente, mas, pelo contrário, é muito fácil falar várias vezes deste colega, amigo ou parente para Deus, pedindo que Ele se apresente para esta pessoa e toque o seu coração. Não entendemos e muitas vezes não enxergamos como o Espírito Santo age, só sabemos que Ele escuta as nossas orações e se compadece com nossos pedidos. Com isto, nossas suplicas pela conversão de alguém serão atendidas de maneiras que estão muito além do que podemos planejar.

Somos todos, por vocação, transformadores das nossas realidades tendo por objetivo construir a civilização do amor, como nos pediu São João Paulo II, para assim um dia morar com todos os nossos amigos pela eternidade no céu.

Fonte: Tarcísio Rocha Figueredo | Coordenador do MUR - Arquidiocese de Florianópolis

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